A aventura de um lamecense perdido em terras andinas!
Domingo, 27 de Janeiro de 2008
Esperando o Inesperado!
O blog tem andando parado, principalmente porque eu tenho andado parado! E este blog sempre foi de movimento... que conversa da treta!

Pois, mas o que se passa é que vou mudar de ares, vou rezar para outra paróquia e desta vez, pelo menos para já, o destino é em Portugal. A ideia então é que o blog vai andar parado por alguns meses até porque assunto, ligado ao tema do blog, não vai existir.

Talvez abra um novo, mas para já o tempo é de arranjar um canto em Torres Novas e de me adaptar à nova cidade.

Vamos ver o que vai acontecer, para já só desejo e espero o inesperado, porque aqui em Portugal tenho sentifo falta de coisas surpreendentes e novas. Parece tudo tão acomodado, estático e encravado que deixa qualquer um frustrado, depois de 2007 e de tudo o que aconteceu.

So para terminar, este blog ou a ideia por detrás está longe de estar concluída. Ainda estou no começo de muita coisa, e como diriam os tipos da taberna de Barcelona, "ainda faltam mais 6 cidades de ouro, para descobrir...", é esse o espírito.

Au revoir, a bientot!


publicado por Llama Nando às 14:42
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
Que grande volta!!!!
Bem, agora começam os balanços! Foram mais de 11 meses fora de casa (se contarmos que o Contacto começou em 19 de Novembro de 2006 em Lisboa, foi mais de um ano, fora do ninho!) e hoje dia, deixa cá ver, 8 de Janeiro de 2007, estou de volta ao Porto em definitivo (Será????)

Bom, agora que tenho feito umas contas, posso dizer que conheci (isto é fiz mais do que simplesmente passar), pelas seguintes localidades:

Ok, tendo em conta que como é óbvio comecei em LAMEGO, e que já ia dando uns toques no PORTO, falta referir que primeiro vivi umas semanas em LISBOA e no SEIXAL, essa bela localidade!
Já em termos de viagem, que as anteriores localidades fazem parte do mesmo país, embora às vezes não pareça...

... estive como é óbvio a maior parte do tempo em SANTIAGO (sim do CHILE). Fui algumas vezes à bela VALPARAÍSO, e a VIÑA DEL MAR e à fantástica ISLA NEGRA. Passei um belo dia em POMAIRE, fui até a TEMUCO e cheguei à extraordinária PÚCON.

Tive a minha primeira grande viagem a solo, quando visitei LA SERENA, o VALLE DE ELQUI e o PARQUE HUMBOLT, no início do desértico norte do Chile.

Passados uns tempos fui pela primeira vez visitar as meninas à ARGENTINA a BUENOS AIRES, e na viagem mais louca de todas fui ao PERU, visitar CUZCO e MACHU PICHU.
De partir o coração foi a minha aventura na terra dos Rapa Nui, na ISLA DE PÀSCOA.

Depois ainda fui a VALDÌVIA, PUERTO VARAS e terminei na ILHA DE CHILLÓE o local mais a sul que visitei.

Para terminar na América Latina, voltei a Buenos Aires, e dei uma perninha ao URUGUAI e à COLÒNIA DE SACRAMENTO.

Bem e estava de regresso à casinha para o natal, mas ainda havia mais!!!!

Num estonteante choque térmico, iniciado com uma épica e histórica má disposição, ainda com algumas forças consegui aventurar-me na ITÀLIA e visitar BERGAMO, MILÃO, VERONA e VENEZA, ah e apanhei uma seca em BRESCIA que não tem nada a ver.

Para terminar cheguei aos 10 graus negativos, na POLÓNIA, mais concretamente na terrinha da Titinha, CRACÓVIA, onde as forças e a disposição chegaram a níveis abaixo de zero!!!
Eis que então hoje terminei a minha !primeira! grande epopeia que me levou a, deixa cá ver...

6 países diferentes (hihihi só tinha ido a Madrid!!!!)
Mais de 20 localidades onde agora não me vou perder (acho eu!!!)
Fiz cerca de 15 viagens de avião (para quem nunca tinha andado...)
Dezenas de viagens de autocarro.
Viagens de barco no mar (estreia absoluta) e em rios.
Subi a um vulcão e a 4600 metros de altura!
De comboio ainda fiz uns kmzitos.
Andei à boleia em carrinhas de caixa aberta!
20 GB de fotos para compor... :O

E uma infinidade de histórias e experiências para contar! Agora só preciso de uns tempos para absorver e catalogar tudo!

Ainda ficou tanto para ver, mas não falta tempo, se em 11 meses fiz isto tudo!!!! :)

Mas pronto, quem diria, já estou em casa!



publicado por Llama Nando às 16:30
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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
2007...2008

Bolas... se todos os anos forem como este!!!!

 

Vamos ver... o que reserva o outro lado da porta...

 

...boa sorte y que les vaya bien a todos ustedes!



publicado por Llama Nando às 19:02
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Domingo, 30 de Dezembro de 2007
Piro manias

Quando era miúdo delirava com o fogo. Acender o lume nas lareiras das casas dos meus avós era um vício, que levava ao clássico comentário do "...xixi na cama....".

Na altura gostava muito de ver os diferentes materiais a arder, de diferentes formas, a libertar odores e cores diferentes. Ainda hoje há algo de mistico em observar o fogo, para mim.

 

Não, não ando ou tenho tendências piromanas, so que no outro dia numa das minhas infindáveis viagens a solo, me lembrei de um detalhe, de tão inusual passatempo, como é observar o fogo.

 

Há diferentes tipos de materiais, e como eu disse de maneira distinta reagem ao fogo e ao calor. O caso da madeira é clássico. O pinho e o eucalipto tão massificados ardem com uma espetacularidade única. A chama é viva, muito quente logo de início e libertam-se cores e cheiros fortes. O pinho então como madeira resinosa que é, é uma mistura de cheiro e de uma facilidade de inflamação impressionante. Mas com a velocidade como se inicia assim  termina, sem deixar rasto ou vestígio.

Estas são as madeiras hoje em dia que estão em voga. Crescem mais depressa que todas as outras, permitem o corte com menos tempo de vida, adaptam-se melhor ao ritmo do nosso dia a dia. E ardem da mesma forma, intensa e muito rápida.

 

Depois há as madeiras nobres, outras madeiras como o carvalho por exemplo, que na sua maior parte são de arvores autoctones dos diferentes países. São arvores que demoram a crescer, necessitam cuidados, muitas delas que produzem frutos. Quando se usam para o lume, ardem de uma forma completamente distinta. Custa a começar, exigem trabalho, uma pinha, uma acendalha, algum papel e alguma dose de paciência.

Resistem ao fogo assim como resistiram à passagem do tempo, mesmo depois de talhadas e recortadas para o lume.

Quando finalmente começam a arder, o efeito é menos espetacular, os cheiros são mais suaves, a chama é menos luminosa, mas a duração.... O fogo que as consome, é também ele consumido por elas, produzindo o melhor carvão... que pode ainda ser novamente utilizado. O calor dura horas e horas, acompanha as noites frias, leva os cozinhados até ao ponto, fumega ja o dia nasceu hà horas...

 

Estas são também as madeiras esquecidas, aquelas que poucos hoje vêm necessidade em plantar, as que não dão resultados imediatos.

Tenho muita pena. Sempre as preferi. O fogo como todos os elementos e os extremos do nosso planeta mostra-nos a verdade e a fragilidade da nossa natureza.

 

Tenho saudades de observar o lume....

 



publicado por Llama Nando às 13:29
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007
Italia che cosa voglio fare?
Dimme Italia lo que hago ahora!


publicado por Llama Nando às 02:03
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
Adeus Santiago!
Falta pouco, uns dias, para deixar para traz a cidade do Smog eterno, o "balde", a cidade dos cerros e dos fins de semana desertos. Nada do que esperava dela bom ou mau se concretizou, por isso quase tudo foi uma surpresa. Até eu fui uma surpresa para mim próprio.
Não vivi em muitos sítios diferentes e é fácil de perceber que viver em Lamego, no Porto (nem é bem no Porto é em S.Mamede :) ) e em Santiago não é comparável.

Mas para mim é um mau pensamento, imaginar que teria de viver outra vez numa cidade assim. Por culpa de Santiago? Não sei bem, penso que não. Acho que é mesmo por causa da minha maneira de ser. Há relações assim, simplesmente não há relação possível, por culpa de ambos, ou por culpa de um dos dois, não há muito a fazer.

Cheguei a pensar e desejar ficar por cá mais tempo. As circunstâncias não quiseram, apesar de eu ter feito tudo ao invés das circunstâncias. Isso faz de mim provavelmente uma pessoa com sorte. Intransigente mas com sorte.

Gostava de ter gostado mais de cá estar. Gostava de ter vivido e aprendido mais, gostava de ter amado e odiado mais a cidade. Mas no fim sinto só pena. Pena por todos os que escolhem viver uma vida básica e medíocre, sem procurar algo mais. Pena por não conseguir entender que tipo de vida é esta, em que nada se quer e nada se dá, em que nem sequer é possível encontrar encanto em simplesmente ver o tempo a passar.
E principalmente medo, por não me conseguir adaptar, moldar a este ambiente. O homem instintivamente adapta-se ao meio ou tenta adaptar o meio a ele próprio. Eu definitivamente falhei instintivamente.

Alguém me disse algo que tantas vezes pensei durante estes meses. Como não consigo adaptar-me a uma cidade de hábitos tão parecidos com os meus. " Não me apetece sair, não me apetece fazer... invento uma desculpa e assim não tenho de ir....." PorquÊ? Definitivamente não gosto de reflexos do pior que há em mim, logo o desafio estava perdido à partida porque ninguém ia ganhar nada.

Há uns dias ofereceram-me uma placa que diz assim "Por querer lo mejor, casi me pierdo lo bueno". É uma boa frase, diz muito sobre a forma como os meus 26 anos têm decorrido. Fala muito de mim, mais até do que provavelmente a pessoa que ma ofereceu imagina ou pode entender.
Mas Santiago é diferente... Já há alguns anos tenho abdicado do melhor, era demais para mim abdicar do bom também, em favor do básico e do medíocre. Não posso nem quero, nem consigo. Não dá. O que me faz mover É a ideia de algo mais, não a de mais do mesmo.

Por isso só digo adeus Santiago, y que te vaya bien!


publicado por Llama Nando às 04:20
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Domingo, 16 de Dezembro de 2007
Ferias em Buenos Aires e o regresso ao cantinho à beira mar plantado!

Entao gente!

 

Estou quase de volta à terrinha e terminar esta grande aventura que tem sido a minha viagem pelo Cono Sur.

Estes ultimos dias passei-os em Buenos Aires, que e de longe a cidade mais interessante que visitei por estes lados. Diverti-me, descansei, passeei, comi tanto que ja nao podia mais, bebi (ooops) e principalmente acho que tive as ferias que tanto precisava, sem stress e muito bem acompanhado pelas minhas meninas do 1004 e por muita gente 5 estrelas, ah e claro pelo Meirinhos que continua a ser o maior!

 

Agora esta na Hora de voltar e de pôr a render tudo o que aprendi e vivi, vamos ver se tudo corre pelo melhor em Portugal.

Mas para jà, vou despedir-me de Santiago, e comecar a preparar-me para reencontrar a todos aì em Portugal (ja comeca a ser complicado dormir!)

 

Bjs para as meninas e abraco para os meninos!



publicado por Llama Nando às 18:12
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007
Viagens pelos antípodas...

Por estes dias tenho viajado um pouco mais a sul (1000km a sul de Santiago) pelo verde e impressionante Sul do Chile.

Comecei por Valdívia, uma das mais antigas cidades do país, na costa do Pacífico, chamada cidade dos rios. O mais impressionante neste sítio, tem contornos apocalípticos visto ter sido aqui em 1960 que se registou o epicentro do terramoto mais forte alguma vez registado pelo homem. Dos pormenores da tragédia ficou-me a imagem do maremoto com ondas de 10 metros de altura, a fazer lembrar as imagens do tsunami que aconteceu recentemente no Indico.

Em termos turisticos, nao ha muito para ver ou fazer. Foi muito engracado fazer o cruzeiro pelos rios e visitar o que resta dos antigos fortes espanhois do tempo da colonia. Como sempre acontece, tambem lá, um portugues deixou a sua marca, sendo responsavel pela construcao de um deles.

 

Depois de Valdivia, que no resto me aborreceu (nunca vi tantos turistas idosos na minha vida, quase tudo alemaes com 90 anos! ) ate à ponta dos cabelos, segui para Puerto Varas. Toda esta zona tem um traco de imigracao alema muito forte com construcoes muito similares. É a zona dos grandes lagos e dos vulcoes que se juntam aos Andes numa das paisagens mais interessantes que ja vi. Puerto Varas é pequeno mas agradavel. Parece-se um pouco a Pucon, so sendo diferente nas pessoas que o visitam. Pucon tem muitos jovens e é mais animado, puerto varas é visitado por gente de mais idade.

 

O melhor de Puerto Varas foi mesmo fazer parte do cruzeiro dos lagos. Este cruzeiro liga o Chile a Bariloche na Argentina e cruza varios lagos, com paisagens tremendas daquelas que usam para fazer os puzzles :) . Foi muito engracado e relaxante ate porque os katamarans tem excelentes condicoes. Como so fiz parte no final do dia tive de regressar pelo mesmo caminho, e para variar (ou nao) cruzei-me com uma familia portuguesa e mais uns quantos portugueses que andavam a fazer toda a viagem. O melhor foi quando descobri que a familia mora em paranhos, o pai é médico no centro de saude de S.Mamede de Infesta, e a mae tirou o curso de enfermeira na casa de saude da boavista, tal como a minha mae e quase na mesma altura. Incrivel? Nao. por aqui é mesmo assim, nao me deixam mesmo esquecer o que eu deixei em Portugal :)

 

Bem depois de cruzeiros, treking, cascatas, comidas típicas e um pouco de casino, segui para o objectivo principal desta parte da viagem. A ilha de Chiloé. Para chegar la pode-se ir de autocarro. O estranho da situacao é que vai-se de autocarro mas dentro de um barco (para um tipo como eu é estranho :)). Ja andei 10 vezes mais de barco estes dias que no resto da minha vida!

 

Nunca fui à Irlanda ou à Inglaterra, mas a ideia visual que tenho desses países é tal e qual o que tenho visto por aqui. Tudo muito verde, muita agua, muitos animais a pastar, cottages, essas coisas. Entao tudo isso, mais o clima que infelizmente piorou muito, fez-me lembrar que a ilha de Chiloé é uma especie de antipoda desses lugares, mas com um posicionamento similar so que noutro hemisferio! E o curioso é que tal como nas ilhas britanicas o imaginario daqui é povoado por lendas de bruxas, duendes, monstros marinhos...

 

Com o tempo como esteve nao deu para muitos passeios. Deu para perceber que ha muitas zonas ainda pouco exploradas e em que a natureza esta bastante preservada, mas tambem que como acontece muito no Chile, tambem esta zona esta esquecida pelo governo central, e onde as pessoas vivem mal e com poucas condicoes. Os palafitos, ou as casas construidas sobre a agua, com estacas de madeira, que alguns de voces me referiram por exemplo, estao numa degradacao tremenda. E ate as celebres igrejas de madeira de chiloe, patrimonio da humanidade da Unesco, estao muito mal conservadas.

 

Como ja tantas vezes me aconteceu por aqui, tudo o que é ressaltado como obra maior do homem, no Chile, acaba por me desiludir pela tremenda falta de respeito e cuidado, dos responsaveis chilenos hoje em dia (a fazer lembrar um certo pais que eu conheco...). Ja as paisagens e a obra da natureza, excedem sempre as minhas expectativas.

 

Ah é verdade, lembrei-me que hoje é 1 de Dezembro. Em 1640 uns quantos portugueses faziam com que nao fosse mais obrigatorio para nos aprender o castelhano.... Coitados, nao devem achar muita piada ao que eu ando a fazer :)

 

Hoje volto para Santiago, vamos la ver o que me vai trazer o mes de Dezembro, espero que seja o tao esperado encontro com todos voces para matar as saudades que ja me andam a deixar doido :)

 

Abraco para os meninos e claro bjs para as meninas! :P E parabens para o Miguel em Bruxelas e para Xaninha no Porto, que nao tratei muito bem nos respectivos dias de anos... :)



publicado por Llama Nando às 14:07
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
Mais um historria de Crrrracovia
czesc!
Depois de muito adiada ca vai mais uma historia directamente do congelador chamado cracovia : )

Ha seis seculos, ou talvez mais(nestas coisas nunca se sabe...) uma onda de peste bubonica alastrou pela Europa, impiedosamente reclamando a vida de inumeras vitimas. Nem sequer a cidade real de Cracovia foi poupada (deviam pensar que eram mais que os outros...). Nao havia um unico dia sem que houvessem centenas de mortes. Velhos, novos, todos morriam numa dor terrivel. As ruas da cidade estavam quase desertas, pois aqueles que sobreviviam fechavam-se nas suas casas, certificando-se que nao havia uma unica abertura nas portas e janelas. Mas nem assim escapavam as garras da morte, e todas as manhas, por detras das janelas, lamentacoes eram ouvidas, tal era o numero de pessoas que chorava os seus familiares.
Nas sinagogas do bairro judeu oracoes eram feitas a Deus implorando que  desviasse a Sua colera sagrada do Seu povo. Ate mesmo os ricos que sempre tinham sido indiferentes a miseria humana comecaram a doar generosamente para os pobres. Mesmo assim, nem as oracoes nem as accoes generosas tiveram poder suficiente para parar a praga que destruia a cidade como uma furia sem limites.
E ai subitamente alguem lembrou-se de um velho costume, capaz de apaziguar a praga, praticado as vezes nas pequenas vilas e aldeias. A comunidade deveria preparar , com o seu dinheiro, um casamento entre dois aleijados no cemiterio judeu. Esta ideia foi aceite pelos judeus de Cracovia, que se agarraram a ela como se fosse a sua ultima esperanca. As preparacoes para a cerimonia foram feitas escrupulosamente. Contudo, quando estava quase tudo pronto, surgiu um problema. Enquanto as pessoas andaram ocupadas a preparar tudo, esqueceram-se de encontrar o casal apropriado. Entao um louca procura comecou.Os homens logo encontraram um noivo  e trouxeram-no para o cemiterio. Era Feivel, um corcunda cego de um olho. As mulheres trouxeram-lhe uma noiva, a coxa Rifke.
E assim,ao fim da tarde de Sexta os dois encontraram-se e foram casados debaixo do chuppah. Feivel colocou um fino anel no dedo de Rifke, partiu um copo com o  pe e a multidao de convidados gritou alto "Mazel tov!". A danca comecou e a festa rapidamente ficou animada. No meio da farra e alegria, acompanhada de musica e risos, todas as preocupacoes parecerem  tenues e distantes. Ninguem mais se lembrou da praga. Os convidados do casamento nem sequer prestaram atencao ao facto de que o sol ja se tinha posto ha muito, dando lugar a lua e as estrelas e anunciando o inicio do Sabbath. Nao receber o sabbath correctamente era um grave pecado contra as leis de Deus, pelo qual os alegres e risonhos celebrante foram a tempo punidos.
Debaixo deles a terra parecia escapar rapidamente. A danca parou subitamente e a musica parou a meio. Todos ficaram petrificados como se se tivessem transformado em pedra, lembrando os sombrios tumulos a sua volta. So ai repararam que a terra estava a tremer violentamente. Cada tremor era mais forte e mais ameacador ate que subitamente a crosta da terra abriu, mostrando um ardente abismo, como uma boca voraz de uma besta demoniaca. Em menos de um segundo engoliu todos os dancarinos e a terra fechou-se tao subitamente como tinha aberto. E ai o pesado silencio da morte envolveu o cemiterio e todo o bairro judeu...
Diz-se que desde ai e proibido comemorar casamentos as Sextas e que nao houve mais funerais no cemiterio...

Esta e das historias mais estranhas que ja ouvi por aqui,tinha mesmo de a contar :)

do widzenia!!


publicado por titusca às 15:49
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Domingo, 18 de Novembro de 2007
Rapa Nui. A minha viagem ao outro lado do mundo!
Iorana para todos!

Esta ultima semana na Ilha da Páscoa foi mesmo fantástica. Mais do que algo exótico, ou extravagante, encontrei uma pequena ilha, onde o tempo passa devagar, onde a comida e a fruta é optima e onde as pessoas sao de uma amabilidade extraordinária.
Durante os dias estava constantemente a perder coisas :) porque me senti tão ha vontade, quase como em casa.
Por si so a ilha tem imensos pontos de interesse. A espetacularidade dos moai, principalmente do local onde eram exculpidos (uma das visões mais impressionantes que já tive), a dureza da paisagem, que conhecendo um pouco da história da ilha, assume uma dimensão apocalíptica, no sentido literal do termo.
Em termos simples a ilha serve como tubo de ensaio, ou amostra do que o homem vai destruindo em termos de meio ambiente, e da nossa tendência dramática para a auto-extinção. Foi nesse aspecto uma lição muito importante.

É tambem uma ilha com muitos mistérios. O que mais me mexeu com a cabeça, foi a base de um dos moais (chamados Ahu's) que tem a mesma forma de construção que vi na minha visita ao Peru (construções Inkas)
É incrivel como esse conhecimento de uma técnica tão apurada e já de si propria misteriosa, chegou a um destino como este.

Mas o melhor da ilha, são mesmo os seus habitantes e a paz que se sente. Dormir com vista para o pacífico, comer taro (é um tuberculo que parece quando passado papa de bébe, e é muito bom) ou peixes frescos fantásticos (ai o ceviche de atum!), e principalmente sentir o tempo a abrandar foi muito bom, de tal maneira que parecia muito mais que uma semana o tempo que lá estive.

Não dá para contar tudo que aconteceu, num post, como já sei de outras viagens, ficam sempre pormenores que so quando estiver com voces todos vou ter oportunidade de contar, juntamente com as milhentas fotos que tirei.
De qualquer modo posso dizer por exemplo que mesmo tão longe ha uma ligação forte a Portugal, pelo peso incrível do culto à Nossa Senhora de Fátima, na ilha. Como lá chegou, não faço ideia, o certo é que as pessoas rezam como em Portugal, dão o nome às filhas de Fátima e Maria e constroem pequenos altares que chamam de grutas (e não cuevas). Ah e para chamar para a missa toca a música do treze de Maio. Podemos ser crentes ou não, mas que não deixa de impressionar esta troca cultural a mais de 15.000 km de distânicia, isso é um facto.

Bem vou ver se adianto as coisas para o meu próximo destino. De qualquer maneira por mais viagens que faça, vou trazer sempre comigo a memória dos Rapa Nui e da sua ilha, perdida no meio do Oceano, no outro lado do Mundo.

Maoruru para mis amigos Patricio, Fátima, la Senhora Maria y claro para Teresa. Los espero en Portugal!

PS: Iorana e Maoruru sao duas palavras da língua Rapa Nui. Iorana equivale a Olá, ou Bom dia, e Maoruru a Obrigado :)


publicado por Llama Nando às 21:33
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